Calculadora de honorários

Quanto cobrar por um condomínio.

Não existe tabela oficial: o honorário do síndico profissional é livre, negociado e aprovado em assembleia. O que existe é o que o mercado pratica. Esta calculadora parte dessas referências, mostra a conta inteira e diz o que é dado de mercado e o que é estimativa nossa.

O que este prédio tem além do básico

Informe quantas unidades o condomínio tem.

Estimativa para começar a conversa, não proposta comercial nem parecer. Honorário é livre e aprovado em assembleia, e a carga tributária depende do seu regime: confirme com o seu contador. A faixa por unidade que serve de base (R$ 50 a R$ 100) e o teto de 5% da arrecadação são referências de mercado, com as fontes no fim da página.

O que é dado de mercado e o que é nossa estimativa

  • Dado de mercado: a faixa de R$ 50 a R$ 100 por unidade, o teto de 5% da arrecadação e os 2 a 3 salários mínimos de um prédio médio. As fontes estão no fim da página.
  • Estimativa nossa: a degressão por porte (o valor por unidade cai conforme o prédio cresce, porque o esforço não cresce na mesma proporção), o piso de esforço de um salário mínimo e meio, e os acréscimos de complexidade.
  • O que a calculadora não faz: dizer o que você vai receber. Ela devolve a faixa de onde parte a conversa, e quem decide é a assembleia.

As três formas de chegar ao valor

O mercado brasileiro usa três modelos, e o mesmo profissional costuma alternar entre eles conforme o prédio. Vale conhecer os três, porque a assembleia vai comparar a sua proposta com o que ela já ouviu.

  • Valor fixo por mês, definido pelo porte e pela complexidade. É o mais comum e o mais previsível para o orçamento do condomínio.
  • Valor por unidade, entre R$ 50 e R$ 100 por apartamento. Fácil de explicar em assembleia, e é a base desta calculadora.
  • Percentual da arrecadação, em geral até 5%. Alinha o seu ganho ao tamanho do prédio, mas cai quando a inadimplência sobe.

Por que os dois primeiros métodos raramente dão o mesmo número

Vale fazer a conta de cabeça uma vez: R$ 100 por unidade só equivale a 5% da arrecadação quando a cota passa de R$ 2.000. Em prédio de cota média, digamos R$ 750, os mesmos 5% dariam menos de R$ 40 por unidade, bem abaixo da faixa que o mercado pratica.

Ou seja, os dois modelos não competem: eles servem a prédios diferentes. Percentual remunera bem em condomínio de cota alta, e é lá que ele é usado. Na maior parte da carteira, valor fixo ou por unidade rende mais e é mais fácil de defender, porque não encolhe quando a inadimplência sobe.

A calculadora mostra os dois de propósito. Se eles divergirem muito, você acabou de descobrir algo sobre o prédio antes de sentar na assembleia.

O que muda o preço de verdade

Número de unidades é o ponto de partida, não a resposta. O que separa um contrato tranquilo de um contrato que consome as suas noites raramente aparece na planta: é funcionário próprio na folha, obra em andamento, conselho ativo demais ou ausente demais, e histórico de conflito entre vizinhos.

Duas perguntas que valem mais que qualquer tabela, antes de propor preço: quantas horas por mês este prédio vai pedir, e quantas emergências ele teve nos últimos doze meses. Se o condomínio não souber responder a segunda, você acabou de descobrir algo sobre a gestão anterior.

Os erros que aparecem na renovação

Errar o preço não dói na assinatura, dói doze meses depois, quando o contrato já consumiu mais tempo do que rende e sair custa reputação.

  • Cobrar por regra de três linear, o que torna o prédio grande caro demais e o pequeno barato demais
  • Fechar preço antes de ver a última prestação de contas e o passivo trabalhista
  • Não escrever no contrato o que está fora do escopo, como obra, assembleia extraordinária e ação judicial
  • Aceitar o valor do síndico morador anterior, que era isenção de cota e não remuneração de serviço
  • Deixar o reajuste anual de fora do contrato, e ter que negociar do zero todo ano

Perguntas frequentes

Quanto ganha um síndico profissional?

Depende do porte da carteira, não de um contrato só. Por condomínio, a prática de mercado fica entre 2 e 5 salários mínimos, com prédios médios em torno de 2 a 3. Quem vive disso monta carteira: a renda é a soma dos contratos, e é por isso que a escala importa mais que o valor de um prédio isolado.

Existe tabela oficial de honorários de síndico profissional?

Não existe. Não há lei, piso de categoria nem tabela de conselho que fixe o valor. O honorário é proposto pelo profissional e aprovado em assembleia, o que torna a sua capacidade de justificar o número parte do próprio preço.

É melhor cobrar valor fixo ou percentual da arrecadação?

Valor fixo é mais previsível para os dois lados e é o que a maioria pratica. O percentual só remunera bem em prédio de cota alta: R$ 100 por unidade equivale a 5% da arrecadação apenas quando a cota passa de R$ 2.000, e em prédio de cota média os mesmos 5% ficam bem abaixo da faixa por unidade. Some a isso que o seu ganho passa a depender da arrecadação, que você não controla sozinho.

O síndico profissional pode cobrar como pessoa jurídica?

É o formato mais comum, com contrato de prestação de serviço e nota fiscal. A escolha do regime e do CNAE muda a carga tributária e deve ser conferida com um contador, e o enquadramento como MEI depende da lista de ocupações permitidas, que muda por resolução: confirme no Portal do Empreendedor antes de decidir.

Quantos condomínios um síndico profissional consegue atender?

Depende de quanto da operação está organizada. Sem sistema, a conta trava entre 8 e 12 prédios, que é quando o WhatsApp e a memória param de dar conta. Com a operação centralizada e um zelador executando pelo celular, carteiras de 20 a 40 prédios são comuns.

O preço fecha na escala. A escala fecha na operação.

Cobrar bem por vinte prédios só funciona se vinte prédios couberem no seu dia. O CondoClaro junta a demanda dos condomínios da carteira numa fila só, faz a triagem, avisa o morador e mantém o zelador executando pelo celular, para a sua carteira crescer sem crescer o telefone.

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Revisado em 2026-09-03